sábado, 30 de outubro de 2010

MPT resgata 50 maranhenses em condições sub-humanas

Cinquenta maranhenses foram encontrados em condições inadequadas de higiene e segurança, trabalhando em uma obra de Curitiba. Eles foram resgatados durante as fiscalizações do programa nacional do Ministério Público do Trabalho (MPT) de combate às irregularidades na construção civil, feito no Paraná em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Apenas na última semana foram lavrados quase 15 autos de infração e aplicados cerca de R$ 50 mil em multas durante a fiscalização de nove canteiros de obras, beneficiando direta ou indiretamente 10 mil trabalhadores.
O programa aconteceu no mesmo período do ano passado e foi prorrogado para 2010 porque os números de acidentes de trabalho continuaram crescentes, de acordo com a procuradora do MPT no Paraná, Marília Coppla.

“É um segmento que está crescendo muito e há muita concorrência. As empresas se preocupam muito em cumprir prazos, fazem tudo em ritmo acelerado e a segurança dos trabalhadores acaba sendo deixada para segundo plano”, afirma.
Segundo ela, os principais problemas encontrados são “gambiarras” na fiação elétrica, falta de aterramento de máquinas, taludes sem proteção, falta de equipamentos para proteção de quedas e funcionários trabalhando com chinelos de dedo em áreas com ferragens expostas.

“A construção civil e o transporte de cargas são os dois segmentos que mais causam acidentes fatais ou com incapacidade permanente, geralmente por queda de altura, choque elétrico ou soterramento. Encontramos muitos descuidos principalmente com os cintos dos funcionários, que muitas vezes não ficavam acoplados a lugar nenhum”, revela a procuradora.

Em nenhum caso, entretanto, a situação era mais grave que a dos cinquenta maranhenses. Eles trabalhavam em uma obra onde não havia equipamentos de segurança adequados e, em outro bairro, ficavam em um alojamento que tinha condições precárias de higiene. “Nesta semana já recebemos denúncias similares e em abril constatamos o mesmo em outra construtora de grande porte”, lembra Marília.

A equipe do MPT verificou que os trabalhadores vieram para Curitiba de avião com a promessa de receber salários elevados e várias refeições por dia, mas ficaram alojados num local sem ventilação, onde dez pessoas dormiam em uma cozinha e os outros 40 em beliches improvisados com pedaços de madeira. A única refeição cedida era o almoço e faltava água.

A empresa já foi autuada e terá que pagar multas administrativas, mas outros autos de infração ainda serão lavrados. O alojamento e partes da obra foram interditados e os trabalhadores permanecerão em um hotel, pago pela construtora, até a próxima semana, quando haverá audiência para serem feitas as rescisões de contrato.
A empresa também deverá pagar o retorno dos trabalhadores a suas cidades de origem e ainda assinar um termo de compromisso, garantindo que irá regularizar a conduta. A fiscalização continuará para verificar se houve a adequação das irregularidades nos próximos dois meses.

Operário fica ferido ao cair em vala de 18 metros em obra do Mané Garrincha

Um operário que trabalha nas obras de reforma do estádio Mané Garrincha caiu em uma tubulação com altura de
18,5 metros, na tarde desta sexta-feira (29/10). O acidente aconteceu
por volta das 15h40 e um helicóptero fez o resgate da vítima, que,
segundo a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo
de Bombeiros, está consciente.

O ajudante de pedreiro Robson, 28 anos, caiu em uma tubulação, com 60 cm de diâmetro, que é utilizada para
preparar a base da estrutura do estádio. Ele ficou preso por cerca de
uma hora antes de ser resgatado. O local foi cercado e a imprensa
impedida de entrar.

Na obra, há 25 dessas tubulações, sendo que 15 já estavam concretadas e 10 ainda abertas. Segundo operários, após
abertos, os buracos recebiam ferros e concreto. Os fossos ainda abertos
ficam cobertos com uma madeirite de cerca de 1 metro.

Segundo um dos funcionários, que preferiu não se identificar, um pedreiro pediu
para que Robson retirasse a madeirite de uma das tubulações prara que a
máquina despejasse o ferro. "Ao invés de puxar a tábua, ele a empurrou
com o pé e acabou caindo", disse o operário. Ao cair, Robson segurava
uma enxada. Segundo informações da Ciade, o rapaz quebrou as duas pernas
e, possivelmente, um dos ombros.

De acordo com os operários, a vítima, que não usava equipamentos de segurança, parece estar em
situação grave. Robson foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito
Federal (HBDF).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Psicólogo ensina 10 mandamentos para se efetivar em emprego

O tema foi abordado pelo psicólogo clínico Rossandro Klinjev, durante evento na CDL de Campina Grande/PB. O especialista disse que alguns erros devem ser evitados, também,por quem está buscando oportunidades no mercado de trabalho. Klinjev falou que tipo de comportamento precisa ser adotado por quem pretende se manter no cargo.

Confira abaixo as qualidades necessárias para ser efetivado:


1) Liderança

Seja um formador de opinião dentro da equipe. Mesmo não exercendo um cargo de gerência ou chefia, você tem a possibilidade de desenvolver estas características.
2) Confiança
É a pessoa a quem todos procuram e em quem acreditam. Evite compulsão com mentiras e envolvimento em fofocas.
3) Visão
Pessoas que entendem o que estão fazendo e o porquê, sugerindo pequenas mudanças para melhorar seu ambiente de trabalho e que podem fazer a diferença.
4) Espírito de equipe
Ofereça ajuda aos colegas, mesmo sem ser solicitado. Mostre competência.
5) Maturidade
Saiba solucionar conflito, sem causar mais conflitos. Evite fofocas. Não perca tempo e melhore o profissional que é.
6) Integridade
Faça o seu trabalho sem prejudicar ninguém.
7) Sociabilidade
Tente sempre interagir com seus colegas.
8) Empatia
Saiba elogiar o trabalho de um colega. Tenha a capacidade de reconhecer o outro – nada é pior do que estar em um ambiente onde você é hostilizado.
9) Otimismo
A dinâmica do trabalho leva o funcionário a pensar que o serviço é pior do que realmente é. Exerça a capacidade de enxergar as qualidades de seu emprego.
10) Paciência
Não seja ansioso. Tenha calma para demonstrar suas capacidades. Elas não servem para conquistar o chefe. Elas devem fazer parte de sua identidade.

NOSSO DIA ESTÁ CHEGANDO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Contratação rápida eleva gravidade de acidentes no local de trabalho.

As empresas tiveram mais dias de trabalho perdidos em 2009 por conta de acidentes de trabalho. Também houve elevação do custo médio de cada acidente. Os dois dados indicam que aumentou a gravidade dos acidentes.
Essa é uma das conclusões de levantamento da Marsh Risk Consulting, em pesquisa com 86 empresas, 540 locais de trabalho e um total de 193,7 mil trabalhadores. Segundo o estudo, em 2009, o conjunto das empresas pesquisadas perdeu 31.894 dias por conta de afastamento de trabalhadores por acidentes no local de serviço. O número significa alta de 35% em relação ao ano anterior.
Para Sergio Duarte Cruz, consultor responsável pela pesquisa, o dado é preocupante. "O crescimento foi maior do que o acréscimo de 30,5% no número de trabalhadores pesquisados, " diz.
O levantamento foi realizado com empresas das áreas de metalurgia, alimentos, papel, varejo, além de fabricantes de produtos químicos e têxteis. A pesquisa leva em consideração acidentes no local do trabalho e de trajeto. Não entraram na contabilização as doenças ocupacionais.
Com o aumento no número de dias afastados, houve elevação no custo médio de cada acidente. No ano passado, o desembolso estimado por acidente foi de R$ 3,9 mil, o que significa um aumento de 68,5% em relação a 2008. No ano passado, foram registrados 2.213 acidentes, o que significa alta de 11% em relação ao ano anterior.
Para Cruz, a elevação de gravidade está relacionada ao aumento dos acidentes de trajeto e também com a necessidade de rápida contratação por causa do mercado aquecido. Isso, explica o consultor, aumenta o nível de terceirização e reduz o tempo de treinamento e integração dos funcionários.
Os acidentes de trabalho têm tido repercussão maior na carga tributária das empresas. O estudo da Marsh também verificou o impacto do nível de sinistralidade no Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Segundo pesquisa com 64 empresas de médio e grande porte, 80% delas tiveram aumento nas alíquotas da contribuição ao Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) desde janeiro de 2010, quando entrou em vigor o novo cálculo do FAP.
O FAP é uma forma de cálculo utilizada para bonificar empregadores que tenham feito melhorias nas condições de trabalho e apresentado menores índices no número de acidentes. Ao mesmo tempo, a equação eleva a carga do SAT para empresas com nível de acidentes superior à média de seu setor econômico. O FAP varia ano a ano e é calculado levando em conta os dois últimos anos. Trata-se de um cálculo feito por empresa.
Para Cruz, o resultado surpreende, já que poucas empresas conseguiram reduzir as alíquotas do SAT. Das 64 companhias analisadas pela seguradora, explica, 31 empresas tiveram aumento acima de 31% nas alíquotas da contribuição, enquanto seis empresas sofreram elevação entre 21% e 30%. Outras 16 empresas tiveram acréscimo de até 20%.
Atualmente, o SAT é pago pelos empregadores nas alíquotas básicas de 1%, 2% e 3% sobre a folha de salários. Com o FAP, porém, a alíquota efetiva passa a ser definida pelo desempenho de cada empresa.
As empresas que melhorarem os índices de acidentes em relação ao seu segmento econômico podem ser beneficiadas com redução de até 50% em suas alíquotas, enquanto os empregadores com desempenho negativo podem sofrer elevação de carga de até 100%.

PORTARIA INMETRO Nº 409 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010

Altera a Portaria INMETRO 229/2009, que trata da aprovação e
avaliação dos Equipamentos de Proteção Individual.

O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas no § 3º do artigo 4º da Lei n.º 5.966, de 11 de dezembro de 1973, no inciso I do artigo 3º da Lei n.º 9.933, de 20 de dezembro de 1999, e no inciso V do artigo 18 da Estrutura Regimental da Autarquia, aprovada pelo Decreto n° 6.275, de 28 de novembro de 2007;

Considerando a alínea f do subitem 4.2 do Termo de Referência do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, aprovado pela Resolução Conmetro n.º 04, de 02 de dezembro de 2002, que atribui ao Inmetro a competência para estabelecer as diretrizes e critérios para a atividade de avaliação da conformidade;

Considerando a certificação compulsória para Equipamento de Proteção Individual (EPI) - Luvas Isolantes de Borracha, de fabricação nacional ou importado, comercializado no País, aprovada pela Portaria Inmetro nº 229, de 17 de agosto de 2009, publicada no Diário Oficial da União de 19 de agosto de 2009, seção 01, página 149;

Considerando a necessidade de retificação do item B.3 do Anexo B dos Requisitos de Avaliação da Conformidade aprovados pela Portaria Inmetro nº 229, de 17 de agosto de 2009, publicada no Diário Oficial da União de 19 de agosto de 2009, seção 01, página 149;

Considerando que no prazo fixado para a adequação de fabricantes e importadores não foi possível a acreditação de Organismos de Certificação de Produto para o escopo EPI - Luva Isolante de Borracha;

Considerando que o tempo originalmente concedido aos atacadistas e varejistas deve ser preservado, de modo que possam, assim, vender os estoques adquiridos antes do prazo final facultado aos fabricantes e importadores para a devida certificação do EPI - Luva Isolante de Borracha, resolve:

Art. 1º Estabelecer que os artigos 4º e 5º da Portaria Inmetro n.º 229/2009 passarão a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 4º Determinar que, a partir de 1º de março de 2011, o EPI - Luva Isolante de Borracha deverá ser comercializado, por fabricantes e importadores, somente em conformidade com os Requisitos ora aprovados."

"Art. 5º Determinar que, a partir de 1º de janeiro de 2012 o EPI - Luva Isolante de Borracha deverá ser comercializado, por atacadistas e varejistas, somente em conformidade com os Requisitos ora aprovados." (N.R.)


Art. 2º Determinar que o item B.3 e B.4, do Anexo B dos Requisitos de Avaliação da Conformidade aprovados pela Portaria Inmetro nº 229/2009 passarão a vigorar com a seguinte redação:

"B.3 A gravação do Selo de Identificação da Conformidade, na embalagem do produto, deve ser feita por meio de impressão direta na mesma, de forma visível, legível e indelével, observando-se o disposto neste Anexo e nos itens 8.1.1 e 8.1.2. O Selo aplicado à embalagem não deve conter o "Nº de série do selo" descrito na figura que se segue ao item B.5."

"B.4 O Selo de Identificação da Conformidade deve possuir tamanho mínimo de 50 mm (lado maior), de fundo transparente e com todas as inscrições na cor preta ou, quando aplicado às luvas pretas, inscrições na cor branca." (N.R.)

Art. 3º Cientificar que as demais disposições contidas na Portaria Inmetro nº 229, de 17 de agosto de 2009, permanecerão válidas.

Art. 4º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. 

Acidentes nas escolas preocupam pais de alunos

Pesquisa realizada em um grupo de instituições de ensino da rede privada, na cidade de João Pessoa, coordenado por acadêmicos de Educação Física, constatou que unidades escolares não estão preparadas e nem dispõem de profissionais habilitados para prestação dos atendimentos de primeiros socorros aos estudantes.

O trabalho junto às escolas verificou que nos estabelecimentos visitados, não existiam equipamentos necessários, ambiente para atendimento a alunos acidentados e nem medicação a serem usados na prestação dos primeiros socorros. A pesquisa envolveu vinte e seis unidades e deste total, apenas duas escolas tinham professores de educação física capacitados para realizarem os primeiros socorros.

De acordo com os pesquisadores, os profissionais de educação física são habilitados para prestarem os primeiros atendimentos, uma vez que, na formação acadêmica são inseridas disciplinas da área de saúde, como a anatomia do corpo humano, a fisiologia e primeiros socorros. A pesquisa revelou que mesmo sendo habilitados para atuarem como socorrista, não existe capacitação periódica destes educadores para que eles exerçam este serviço na escola.

O trabalho acadêmico dos estudantes constatou que em apenas uma das vinte e seis escolas visitadas, havia um educador com dedicação exclusiva para atender os alunos e que o serviço funciona com toda infra-estrutura adequada para prestação do atendimento. A ausência deste tipo de atendimentos, como o constatado em escolas da capital paraibana, possivelmente esteja ocorrendo em várias regiões do país. Segundo os responsáveis pelo trabalho acadêmico a não prestação do atendimento de primeiros socorros nas escolas é um dos problemas que preocupam os pais dos alunos, seja na rede pública de ensino ou em instituições privadas.

Número de acidentes de trabalho tem redução de 15% em 2009

Número de acidentes de trabalho tem redução de 15% em 2009

28/10/2010

Os casos de acidentes de trabalho que resultaram em mortes caíram 15% em 2009, em relação a 2008, segundo números apresentados hoje (27) durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Em 2008 ocorreram nos diversos setores de atividade 2,8 mil mortes, número que no ano passado caiu para 2,49 mil, de acordo com dados preliminares levantados pelo Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social.

O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no conselho, Emerson Casali, afirmou que "a tendência é que os casos de morte reduzam mais ainda, com a criação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP)", que passou a ser aplicado este ano.

A criação do FAP obrigou as empresas a pagarem, desde o início deste ano, de 1% a 3% de imposto sobre a folha de pagamentos, a título de seguro de acidente do trabalho, conforme o índice de ocorrências. Segundo Casali, “as empresas estão conscientes de que podem ganhar com investimentos na segurança do trabalho”, de forma a pagar menos. A saúde e a segurança no trabalho, diz Casali, é um tema que tem crescido nas discussões internas nas empresas e passa a ser uma questão recorrente, no dia a dia, como a da preservação ambiental.

Os acidentes de trabalho são medidos através do Nexo Técnico Previdenciário, aplicado na concessão de auxílio doença e benefícios por morte e invalidez, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O FAP é calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social, por empresa. O fator incide sobre as alíquotas das empresas que são divididas em 1.301 subclasses da Classificação Nacional de Atividade Econômica.

As empresas que quiserem contestar a sua classificação para pagamento do FAP em 2011 deverão fazê-lo por formulário eletrônico enviado ao Ministério da Previdência Social ou Secretaria da Receita Federal do Brasil, entre os dias 1º e 30 de novembro próximos.

No levantamento feito no ano passado, das 922 mil empresas que se enquadram no pagamento do FAP, mais de 91%, equivalente a 844 mil empresas, contarão com redução de alíquota para 2011. Vão ter aumento da taxação quase 8,5% delas, equivalente a 78 mil empresas. Na indústria da transformação 78% das empresas contarão com bônus (redução da alíquota), na área de gás e eletricidade são 80,7%; na agricultura, pecuária produção florestal, pesca e aquicultura, 88,5% terão descontos; na construção civil, 82,9% e na área de saúde humana e serviços sociais 95,8% terão bônus no pagamento do FAP de 2011.



Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Homem morre atropelado enquanto cortava grama na BR-376

Duas pessoas morrem após desabamento de vigas de madeira

Acidente ocorreu por volta das 14h30 desta segunda-feira (25), em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba
25/10/2010 | 18:25 | Vitor Geron atualizado em 25/10/2010 às 19:50
  • Com Duas pessoas morreram enquanto trabalhavam em uma empresa de materiais de construção na tarde desta segunda-feira (25), em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Lauro Bergmann, de 44 anos, e Jorge Domingos da Rocha, de 36 anos, funcionários da empresa Campos Materiais para Construção, estavam trabalhando no descarregamento de vigas de madeira quando uma delas escorregou e caiu sobre eles por volta das 14h30.
Os dois morreram na hora e nem chegaram a ser atendidos pelas viaturas do Siate que foram deslocadas até o local. Segundo o soldado da Polícia Militar (PM) Marcos Roberto de Souza, que atendeu a ocorrência, não é possível precisar se os dois utilizavam equipamentos de segurança no momento do acidente. “Foi constatado que uma viga escorregou e caiu sobre os dois rapazes, mas não dá para saber ainda se as medidas de segurança foram adotadas e nem as causas do acidente”, disse Souza.
A reportagem da Gazeta do Povo tentou entrar em contato com responsáveis pela empresa, mas foi informada que ninguém comentaria o caso. Na loja da empresa localizada na Rua Doutor Murici, no bairro Costeira, havia um comunicado avisando que o estabelecimento permaneceria fechado em luto.
Outros casos
Um homem morreu atropelado na tarde desta segunda-feira (25) enquanto trabalhava no quilômetro 665 da BR-376, região de Tijucas do Sul, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com a concessionária Autopista Litoral Sul, que administra o trecho, ele cortava grama em um canteiro no sentido Norte da rodovia no momento em que um carro o atingiu. O acidente ocorreu às 15h e o trabalhador morreu na hora.
Na manhã de sexta-feira (22), Sebastião Machado, de 38 anos, morreu em uma unidade de reflorestamento da empresa Berneck Paineis e Serrados – que fabrica e comercializa produtos de madeira. O acidente ocorreu às margens da rodovia PR-092, no município de Cerro Azul, região metropolitana de Curitiba.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), por volta das 8h30, Machado – que trabalhava na extração de madeiras – foi atingido por uma tora que era arrastada por um cabo de aço. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado para atender a ocorrência, mas a vítima já havia morrido quando a aeronave chegou ao local.
Na tarde de quinta-feira (21), Alexsandro Soares Cardoso , de 24 anos, morreu depois de ter sofrido um acidente de trabalho, em um supermercado da rede Condor, em Araucária, região metropolitana. Cardoso foi esmagado por uma prensa, usada para compactar resíduos descartados e morreu no local, antes de ser socorrido.
De acordo com a PM, ele pegava algo dentro do equipamento, quando outro funcionário que não tinha visto o colega acionou a máquina. O tórax da vítima foi comprimido pela prensa. Por meio de sua assessoria, o Condor informou que está prestando apoio aos familiares de Cardoso.

Carga de vigas de madeira desaba e mata dois trabalhadores

Acidente aconteceu na região da Colônia Muricy. Perícia deve determinar a causa do desabamento

Jadson André e Bruno Henrique

Um acidente de trabalho acabou com a morte de dois funcionários da loja de materiais de construção Campos, em São José dos Pinhais, na tarde desta segunda-feira (25). Eles descarregavam uma carga de vigas de madeira numa obra na rua Antônio Moleta Filho, continuação da Estrada Muricy, região da Colônia Muricy, quando o material que estava no caminhão desabou sobre os dois.
Jorge Domingos da Rocha, 36, e Lauro Bergmann, 44, morreram na hora. Uma viatura do IML (Instituto Médico Legal) seguiu para o local para recolher os corpos. Somente após a perícia, a causa do acidente deve ser apurada.
A delegacia de São José dos Pinhais deve investigar o caso. "O primeiro passo será ouvir os colegas de trabalho e os patrões. Precisamos ver se estes dois funcionários estavam trabalhando dentro das normas de segurança, mas pelo que vimos no local, existem indícios de irregularidades por parte da empresa. Os trabalhadores não estavam de capacete por exemplo", afirmou o investigador Carvalho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Trabalhador Morre eletrocutado em Curitiba

Andaime encosta na rede elétrica e trabalhador morre no bairro Juvevê
Ventava forte no momento do acidente. Descarga foi de 3.800 volts

Rodrigo Bialli e PauloSérgio Debski Jr.

Um homem morreu na tarde deste domingo (24) após sofrer uma descarga elétrica, no bairro Juvevê, em Curitiba. O andaime onde o trabalhador estava encostou nos fios de alta tensão, o que gerou um choque de aproximadamente 3.800 volts.
Segundo uma testemunha, por volta das 17 h, Valdecir Gregório Alvarenga, 46 anos, estava limpando os vidros de um prédio quando o andaime em que estava foi atingido por uma rajada de vento forte. Com a movimentação, a estrutura encostou nos fios da rede elétrica, fazendo com que Alvarenga fosse atingido por uma descarga elétrica fatal.
Moradores do prédio tentaram reanimar a vítima, porém, não obtiveram êxito. O filho do homem, que o auxiliava na tarefa, somente não foi atingido porque estava numa calçada ao lado do andaime. ( Ouça o áudio no ícone acima)
A perícia foi até o local para averiguar se houve negligência na montagem da estrutura. Moradores da região relatam que não é a primeira vez que um episódio desses acontece no bairro.

domingo, 24 de outubro de 2010

Funcionário morre esmagado em compressor de lixo dentro de supermercado na cidade de Araucária Região metropolitana de Curitiba


Funcionário morre esmagado em compressor de lixo dentro de supermercado

Ele despejava produtos vencidos quando a máquina foi ligada por outro funcionário
Um trágico acidente acabou com a morte de um funcionário de um supermercado na região central de Araucária por volta das 15h20 desta quinta-feira (21). Alessandro Soares Carvalho, 19, morreu esmagado dentro de uma máquina usada para comprimir lixo após outro funcionário acionar o botão que coloca a máquina em funcionamento. De acordo com os socorristas do SIATE (Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências), o colega que ligou a máquina não sabia que Carvalho estava dentro da área de compressão.

“Ele estava descarregando produtos de limpeza vencidos quando a máquina foi ligada. Não teve tempo de sair e morreu na hora. O funcionário que acionou a máquina estava nitidamente abalado e disse não ter a intenção de matar Carvalhoâ€�, disse o sargento Rocha do Corpo de Bombeiros, que fez o atendimento a ocorrência.


A vítima teve cinco costelas do lado esquerdo quebradas e morreu no local antes mesmo da chegada do atendimento. O corpo foi recolhido pelo IML (Instituto Médico Legal)

O preço que a empresa paga pelo descaso com a segurança do trabalho.

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, na Justiça, decisão que obriga uma empresa de
supermercados a devolver aos cofres públicos pensão paga pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) à família de um funcionário que morreu enquanto manuseava um compactador de lixo orgânico mal instalado.

Diante da
irresponsabilidade que não ofereceu suporte e segurança necessárias ao trabalho,
o INSS será ressarcido em R$ 655 mil. Em 2009, um motorista do supermercado teve a mão e a cabeça esmagadas pelo maquinário sem qualquer possibilidade de interrupção do processo, pois inexistiam sistemas emergenciais de travamento e desligamento, além do bloqueio visual daquele que o acionou.

Logo após o acidente
de trabalho, o INSS prestou assistência à família do segurado, conforme estipula a lei nº 8.213/91 que institui as ações da autarquia previdenciária.


Entretanto, a
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado do Paraná (SRTE/PR)
investigou o caso e concluiu que é da empresa a culpa pelo acidente. Com o evidente descumprimento de normas de segurança do trabalho, o Instituto acionou a Justiça para reaver da rede de supermercados as parcelas pagas à família da vítima.

A Procuradoria-Geral
Federal (PGF) e a Procuradoria Federal no Paraná (PF/PR) lembraram que a
Constituição Federal de 1988 assegura em seu artigo 7º a integridade física, moral e psíquica do trabalhador, estando o empregador público e privado responsável por isso.

Conforme consta no
relatório da SRTE/PR, confirmado pela PF/PR, a empresa não deu qualquer tipo de orientação sobre os perigos de manuseio da compactadora e tão pouco disponibilizou Equipamentos de Proteção Individual (EPI) aos funcionários.


Além disso, a máquina
não tinha travas de segurança, sinais de alerta ou mesmo permitia a visualização do operador, que se encontrava dentro do estabelecimento.


Diante desses argumentos e considerando também provas que foram apresentadas no caso, o juízo da 1ª Vara Federal de Curitiba/PR acolheu a solicitação da AGU e determinou o ressarcimento ao INSS, pela empresa, de R$ 655 mil, referentes às parcelas vencidas já pagas a família do trabalhador.


Caldeira de engenho explode, mata trabalhador e fere mais duas pessoas

Adriano de Sousa, de 27 anos de idade, morreu neste sábado (23). Ele foi vítima da explosão de uma caldeira. O acidente aconteceu no interior de um engenho de cana–de-açúcar localizado na cidade de Alagoa Nova, na Região do Brejo paraibano.

De acordo com informações da polícia, além de Adriano de Sousa, que trabalhava no local, outras duas pessoas ficaram feridas depois da explosão. O proprietário do Engenho Vitória e um engenheiro teriam realizado uma vistoria na caldeira 20 minutos antes de ocorrer o acidente.

O corpo de Adriano foi encaminhado para a Unidade de Medicina Legal (UML) da cidade de Campina Grande para realização de necropsia.