sexta-feira, 4 de março de 2011

Comércio Exterior

Custos Logísticos

Autor: diego cerioli

CERIOLI, Diego

STREHER, Tatielle

1. CUSTOS DE ARMAZENAGEM E MOVIMENTAÇÃO

Devido à diversidade de produtos e a exigência por parte dos clientes de serem atendidos, de acordo com suas expectativas e necessidades, não há como manter uma regularidade entre a produção e a demanda. O processo de armazenagem proporciona manter um equilíbrio entre a produção e o cliente, visando atender as necessidades previstas e imprevistas. Para realizar esta atividade devem ser levadas em consideração questões relativas ao layout, envolvendo as embalagens e as estruturas para o acondicionamento dos estoques, bem como sua movimentação.

A armazenagem é a administração do espaço necessário para manter os estoques e envolve questões relativas à localização, dimensionamento da área, arranjo físico, equipamentos para movimentação e tipo e sistemas de armazenagem.

O manuseio tem como função estabelecer o fluxo de movimentação de materiais. As decisões operacionais de movimentação estão relacionadas a questões como área, arranjo físico, equipamentos utilizados, tipos de operações, rotas de movimentação e tempo. A movimentação de materiais só deve ocorrer quando necessária e, o layout deve proporcionar o melhor fluxo, a fim de evitar movimentos desnecessários.

O processo de armazenagem possui diversas atividades que geram custos para a empresa, como recebimento de materiais, acondicionamento, seleção de pedido ou embarque, etiquetagem, mão-de-obra, manutenção de equipamentos, limpeza e segurança. Esses custos podem ser considerados, dependendo da forma como os estoques estão sendo acondicionados, em fixos ou variáveis.

Os custos fixos ocorrem quando se tratar de armazenagem própria e, em espaço físico alugado, podendo ser reduzidos pela melhor utilização do layout, reduzindo movimentos desnecessários e aumentando a rotatividade, e reduzindo custos com mão-de-obra e níveis de estoque. Os custos variáveis ocorrem geralmente quando os serviços de armazenagem são terceirizados para operadores logísticos.

Uma estratégia logística que está sendo muito utilizada no momento, é a utilização de centros de distribuição, posicionando o estoque em vários pontos da cadeia de suprimentos. Esta decisão permite reduzir custos de manutenção de inventário e transportes, entre outros custos. Também deve ser considerada a estocagem em trânsito, que se relaciona ao tempo em que os materiais permanecem em um veículo.

O maior desafio é assegurar que as estratégias de armazenagem e redução de custos sejam compatíveis com as estratégias de níveis de serviços da empresa. Os principais custos relacionados à armazenagem e movimentação de materiais provém da estocagem e dos movimentos de transportes. Sendo assim, observa-se a importância de conhecer bem os custos de transporte, para equilibrar os custos logísticos e assim possibilitar o desenvolvimento de estratégias logísticas mais eficientes.

2. CUSTOS DE TRANSPORTE

Devido à era da competitividade que estamos presenciando, fica evidente a necessidade das empresas entregarem seus produtos ao cliente final em menor prazo possível. O transporte tem um papel fundamental para o desenvolvimento logístico.

Os custos de transporte são todas as despesas realizadas na movimentação de um determinado produto, desde a origem até seu destino final, sendo considerados uns dos maiores custos logísticos, tendo grande relevância no preço final do produto.

Os fatores que podem influenciar os custos de transporte podem ser classificados em dois grupos: fatores associados ao produto, por exemplo, a densidade do produto e a facilidade do seu manuseamento e fatores associados a determinadas características do mercado como, por exemplo, a localização do mercado de destino do produto.

Existem várias formas para reduzir os custos de transporte, como a utilização dos combustíveis renováveis, a reabilitação das vias rodoviárias, a boa localização dos aeroportos e o aumento na quantidade de produtos a ser transportados, mas a determinação do tipo de modal é um fator de grande relevãncia podendo assegurar para a empresa economias significativas.

O transporte nacional ou internacional pode ser feito pelos seguintes modais:

Rodoviário: é o tipo de modal mais utilizado no país, é recomendado para o transporte de mercadorias de alto valor agregado ou perecível e nos deslocamentos de curtas e médias distâncias, apresenta custos fixos baixos (rodovias estabelecidas e construídas com fundos públicos), porém seu custo variável (combustível, manutenção,etc.) é médio.

Ferroviário: Vem ganhando força e a principal vantagem é a possibilidade de se transportar grandes quantidades de volumes por longas distâncias. Apresenta altos custos fixos em equipamentos, terminais e vias férreas entre outros. Porém, seu custo variável é baixo.

Aeroviário: é utilizado para o transporte de mercadorias pequenas e com alto valor agregado, seu tempo em trânsito é o menor de todos em relação aos outros modais, porém seu custo fixo é alto (aeronaves, manuseio e sistemas de carga), bem como seu custo variável, apresenta alto custo de combustível, mão-de-obra e manutenção.

Dutoviário: Destina-se principalmente ao transporte de líquidos e gases em grandes volumes e materiais que podem ficar suspensos (petróleo bruto e derivados, minérios). Os direitos de acesso, construção, requisitos para controle das estações e capacidade de bombeamento fazem com que o transporte dutoviário apresente o custo fixo mais elevado. Em contrapartida, o seu custo variável é o mais baixo, nenhum custo com mão de obra de grande importância, isso faz com que seja o segundo modal com mais baixo custo, ficando atrás apenas do modo de transporte aquaviário.

Aquaviário: é utilizado para o transporte de granéis líquidos, produtos químicos, areia, carvão, cereais e bens de alto valor (operadores internacionais) em contêineres. Seu custo fixo médio (navios e equipamentos) e custo variável baixo (capacidade para transportar grande quantidade de tonelagem). É o modal que apresenta o mais baixo custo

A multimodalidade pode ser definida como a integração entre modais, com o uso de vários equipamentos, como contêineres. Já a intermodalidade caracteriza-se pela integração da cadeia de transporte, com o uso de um mesmo contêiner, um único prestador de serviço e documento único.

A integração entre modais pode ocorrer entre vários modais: aéreo-rodoviário, ferroviário-rodoviário, aquário-ferroviário, aquário-rodoviário ou ainda mais de dois modais. A utilização de mais de um modal agrega vantagens a cada modal, caracterizados pelo nível de serviço e custo. Combinados, permitem uma entrega porta a porta a um menor custo e um tempo relativamente baixo, buscando equilíbrio entre preço e serviço.

3. CUSTOS DE EMBALAGENS

As embalagens se tornaram itens fundamentais na vida das pessoas e principalmente nas atividades das empresas, possuem como principais objetivos facilitar o manuseio e a movimentação, a armazenagem, garantir a utilização adequada, proteger o produto, entre outros. Elas estão presentes em todos os produtos, com formas e funções variadas, sempre acompanhando a evolução das novas tecnologias e novos insumos, que as tornam cada vez mais eficientes.

São de fundamental importância, pois possuem relação com todas as áreas da empresa, sendo essencial para atingir os objetivos, sejam eles comerciais e logísticos, disponibilizando os produtos no tempo certo, nas condições adequadas e ao menor custo.

As embalagens possuem um impacto significativo sobre o custo e a produtividade dentro dos sistemas logísticos. Seus custos mais evidentes se encontram na execução de operações automatizadas ou manuais de embalagem e na necessidade subsequente de descartar a própria embalagem. A embalagem pode ser visualizada tanto dentro do sistema logístico total e seu papel nos mercados industrial e de consumo; as três principais funções da embalagem (utilidade e eficiência de manuseio, proteção contra avarias e comunicação); e materiais de embalagem tradicionais, tecnologias emergentes e implicações ambientais. O custo da embalagem afeta todas as atividades de logística desde o controle de estoque até a forma como são transportadas para que cheguem ao seu destino final que seria o consumidor final.

Os três tipos principais de embalagens são:

Invólucros diversificados: Caixas de madeira ou papelão, sacas, tambores, etc

Pallets: São estrados de madeira, plásticos ou metal.

Contêineres: Caixas grandes fechadas, normalmente de aço ou alumínio, utilizadas na importação e exportação de produtos.

4. CUSTOS DE MANUTENÇÃO DE INVENTÁRIO

Os estoques são ativos tangíveis que a empresa produz ou adquire com a finalidade de comercializar ou utilizar em suas próprias operações. O nível de inventário a ser mantido depende de fatores como nível de serviço prestado e política adotada pela empresa. Os estoques podem estar mantidos na empresa, em trânsito, ou sob propriedade da empresa mas de posse de terceiros.

O valor dos estoques é formado principalmente por custos variáveis como valor das mercadorias, frete sobre compras e seguro, porém, no processo também ocorrem custos fixos, que são incorporados aos produtos através do método do custeio por absorção. Estes custos são responsáveis por grande parte do custo logístico. O custo de manutenção de estoque inclui o custo de oportunidade, custos de serviços de inventário, custo de espaço de armazenagem, e custos de risco de estoque.

1. Custo de oportunidade dos estoques: é representado pelo retorno financeiro que a empresa obteria utilizando este capital em outros investimentos. Atualmente, as empresas, com o intuito de reduzir seus custos de oportunidade, estão reduzindo continuamente seus níveis de estoque e, focando cada vez mais no gerenciamento do controle do capital de giro.

2. Custos de serviços de inventário: envolve os custos com impostos e seguros. O seguro é dado sobre o valor dos estoques, em função do risco a que o produto está exposto.

3. Custos de espaço para armazenagem: é relacionado ao custo que a empresa tem com o espaço de armazenagem, sendo representado por custos variáveis, que variam de acordo com o nível de estoque.

4. Custos de riscos de estoques: dependem do tipo de produto estocado, podendo sofrer perdas, avarias, deterioração ou obsolescência nas atividades de transporte e armazenagem. São considerados como perdas efetivas e, irrecuperáveis para a empresa.

5. Custo total de manutenção de inventário: é dado pela soma de todos os custos relacionados à manutenção do estoque, tais como: custo de oportunidade, custos de serviços de inventário, custos de espaço para armazenagem e custos de riscos de estoques. Também devem ser considerados outros custos inerentes ao inventário como transporte e armazenagem.

http://www.artigonal.com/gestao-artigos/custos-logisticos-1291959.html

Perfil do Autor

Diego Cerioli
19 anos
Cursando 2º ano de Bacharel em Administração pela UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Francisco Beltrão.

domingo, 23 de janeiro de 2011

ENGENHEIRO E TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO SÃO PRESOS EM SÃO LEOPOLDO/RS

Engenheiro e Técnico de Segurança do Trabalho Presos.
Engenheiro e técnicos de segurança são presos por causa de incêndio no RS DE SÃO PAULO O engenheiro responsável pela Utresa (Usina de Tratamento de Resíduos) e dois Técnicos de Segurança do Trabalho foram presos na madrugada deste sábado em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre (RS).
A Polícia Civil afirma que João Luis Bombarda (Engº), Antonio Joaquim e Felisberto Fonseca (TST) sabiam das diversas irregularidades que contribuíram para um incêndio de grandes proporções ocorrido um terminal da empresa, em Estância Velha. O fogo começou por volta das 12h30 de sexta-feira (24), se alastrou e só foi controlado pelos bombeiros na madrugada de hoje.
Os funcionários da empresa são acusado pelos crimes de poluição ambiental, incêndio e descumprimento de licença, legislação ambiental e Normas Regulamentadoras.
"Graves irregularidades foram constatadas, em dissonância com o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios e Licenças Ambientais de Instalação e de Operação, o que acabou contribuindo, de modo decisivo, para mais este incidente", afirmou, por meio de nota, a delegada Elisangela Melo Reghelin, da Polícia de Proteção ao Meio Ambiente.
Entre as irregularidades estariam a falta de hidrantes e o não funcionamento de uma bomba de água próxima do local do incêndio. A defesa do engenheiro e dos Técnicos já entraram com pedido de relaxamento da prisão, segundo a polícia.
FONTE: SEGURANÇA http://www.sobes. org.br a href="http://www.sobes.org.br/">http://www.sobes.org.br/>

Portaria altera NR 6

O mês de dezembro trouxe alteração à NR 6, publicada no Diário Oficial da União. Um dos principais pontos é dar maior importância à participação da CIPA no processo de aquisição do EPI. A Portaria 194 também extingue definitivamente o Termo de Responsabilidade para a Emissão do CA. Outra novidade é a simplificação do Anexo I.

O novo texto estabelece que cabe ao SESMT recomendar o EPI adequado ao risco existente, ouvindo a CIPA para is­so. No caso de empresas que não têm SESMT, o empregador selecionará o equipamento adequado a partir de uma "orienta­ção de profissional tecnicamente habilitado". A CIPA também deve ser ouvida ou, na sua inexistência, "o designado e trabalhadores usuários".

"A seleção de um EPI é uma questão com­plexa, que demanda análise não só das peculiaridades de cada atividade, do espaço físico, dos riscos pertinentes, mas também do conforto oferecido ao usuário. É de suma importância a participação da CIPA e dos trabalhadores na escolha do me­lhor produto, pois ninguém melhor que o usuário para avaliar cada equipamento, sob o aspecto do conforto e adaptação", explica José Carlos Schar­mach, coordena­dor de Normatização e Registros da CGNOR/ DSST/ SIT/ MTE.

Ministério do Trabalho precisa ser mais eficiente no combate aos acidentes de trabalho no país

Uma atuação mais fiscalizadora por parte do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE poderia inibir com muitas condições de trabalho irregulares e conseqüentemente com a diminuição de acidentes ocupacionais ocorridos anualmente no país. O órgão poderia rever a sua função no combate aos acidentes e implementar outras formas de atuação no sentido de ser mais eficiente nas fiscalizações, quanto à saúde e segurança do trabalhador brasileiro.

São muitos acidentes que estão ocorrendo, não aqueles que acontecem no interior das empresas, mas os que estão acontecendo fora do segmento industrial. Aliás, são condições de trabalho precárias, que estão ficando de fora de ações das unidades regionais do Ministério do Trabalho em todas as regiões brasileira. Basta qualquer cidadão sair às ruas de qualquer cidade para se deparar com trabalhadores realizando serviços em condições perigosas, expondo-se a riscos de acidentes sérios e até fatal.


Na verdade, são trabalhadores e empregadores excluídos das ações fiscalizadoras da instituição pública, responsável pelo cumprimento das Normas de segurança do trabalho. No entanto, algo precisa ser modificado. Outras formas de ações poderiam ser implantadas. O Ministério do Trabalho e Emprego precisa inovar. Por exemplo, ele poderia criar um quadro funcional de servidores para fiscalizar o serviço destes trabalhadores e empregadores, quanto às irregularidades relativas à saúde e segurança que ambos estão cometendo na execução do trabalho.


Este servidor teria uma função semelhante às desenvolvidas por
inspetores do CREA, responsáveis por fiscalizar irregularidades administrativas em construções imobiliárias. Eles ficariam designados para adotar as ações de segurança perante as condições de perigo percebidas, antes de uma atuação legal dos auditores fiscais, junto aos responsáveis pelo serviço. A função deveria ser exclusivamente para atividades externas, ou seja, fiscalizando condições irregulares na rua, tanto em áreas rurais, quanto na região urbana das cidades. Seria um trabalho constante de fiscalização, onde ao perceber pessoas, realizando serviço em situação de risco, poderia exigir a paralisação dele e a correção das irregularidades. Seria uma ação preventiva antes de uma autuação dos fiscais.

Hoje a paralisação de um serviço só acontece se os auditores do trabalho receberem denuncias. E isto é justamente um dos fatores que, talvez esteja contribuindo, para que muitos acidentes estejam ocorrendo, aliado a isto, um número bastante reduzido de auditores para o serviço de fiscalização ocupacional em saúde e segurança. Portanto, alguma coisa precisa ser feito para evitar que pessoas continuem morrendo no exercício do seu trabalho. A sugestão de se criar a função do inspetor dentro da estrutura organizacional no Ministério do Trabalho e Emprego é apenas uma das inovações, outras tantas poderão ser indicadas, para isso, basta que a instituição abra um diálogo com a sociedade brasileira para o enfrentamento das questões de saúde e segurança ocupacional no país.

Portaria SIT nº 200, de 20 de Janeiro de 2011 - Aprova a Norma Regulamentadora n.º 34

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO, no uso de suas atribuições e em face da competência que lhe confere o art. 14 do Anexo I do Decreto n.º 5.063, de 3 de maio de 2004, que aprovou a estrutura regimental do Ministério do Trabalho e Emprego e o art. 2º da Portaria MTb n.º 3.214 de 8 de junho de 1978, resolve :

Art. 1º Aprovar, na forma dada pelo Anexo desta Portaria, a Norma Regulamentadora n.º 34 (NR-34), sob o título de ?Condições e Meio Ambiente de Trabalho a Indústria da Construção e Reparação Naval ?.


Art. 2º Alterar o subitem 13.1 do Anexo II (Plataformas e Instalações de Apoio) da Norma Regulamentadora n.º 30, aprovado pela Portaria SIT n.º 183, de 11 de maio de 2010, que passa a vigorar com a seguinte redação :


?13.1 Aplicam-se às plataformas as disposições da Norma Regulamentadora n.º 34 (NR-34), naquilo que couber, e, especificamente, em função de particularidades de projeto, instalação e operação o que dispõem os itens deste capítulo ?.


Art. 3º Criar a Comissão Nacional Tripartite Temática - CNTT da NR-34 com o objetivo de acompanhar a implantação da nova regulamentação, conforme estabelece o art. 9º da Portaria MTE n.º 1.127, de 02 de outubro de 2003.


Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.



Fonte: Diário Oficial da União, Edição nº 15 , Seção I, p. 92,