Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção
A sigla G-MIRM representa um projeto denominado Global Minerals Industry Risk Management (Gerenciamento de Risco na Indústria Mineral Global), liderado pelo professor Jim Joy, da Universidade de Queensland (Austrália). Esse projeto envolve diversas universidades do mundo: a Escola de Mineração de Camborne, no Reino Unido; na África do Sul a Universidade de Witwatersrand, a Universidade de Cape Town e a Universidade de Pretória; a Universidade de Utah, nos Estados Unidos; a Universidade Laurentian, no Canadá; a Universidade de São Paulo, no Brasil, e a Universidade Católica del Norte, no Chile. A Universidade de Queensland representa a Austrália.
Os principais propósitos desse projeto são promover uma mudança no gerenciamento de risco nas empresas e questionar e influenciar a maneira que a gerência toma decisões, se comporta, lidera e convive com os riscos.
O projeto G-MIRM é produto de uma parceria iniciada pela empresa de mineração multinacional Anglo American, que reconheceu a necessidade de mudar seu desempenho em segurança. Em função disso, em 2007, a CEO (chief executive officer - diretora executiva) da empresa, Cynthia Carroll, reuniu 120 de seus principais executivos para reexaminar a abordagem de segurança em 2007.
Como consequência dessa reunião, em janeiro de 2008 a Anglo American associou-se ao professor Jim Joy do MISHC (Mineral Industry Safety and Health Centre - Centro de Segurança e Saúde da Indústria Mineral) da Universidade de Queensland para liderar o gerenciamento de risco de segurança. Dessa parceria, foi desenvolvido o conteúdo para o programa de um curso de gerenciamento de risco de segurança na mineração, envolvendo aspectos de treinamento e de educação.
Esses cursos que estão sendo desenvolvidos para a Anglo American são ministrados por grupos selecionados em nove universidades localizadas em sete países, sendo que no Brasil foi selecionada a USP (Universidade de São Paulo). Dentro da USP foi escolhido o Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica - PMI/EPUSP.
Esse Departamento, por meio do Lacasemin (Laboratório de Controle Ambiental, Higiene e Segurança na Mineração), tem destacada atuação nas áreas de Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional da Escola Politécnica, com cursos na graduação, de mestrado e de doutorado. Além disso, também apoia há mais de 12 anos cursos de especialização e treinamentos em Engenharia de Segurança do Trabalho (duração de dois anos, 617 horas) e Higiene Ocupacional (duração de um ano, 360 horas). Esses cursos são oferecidos pelo PECE (Programa de Educação Continuada) da EPUSP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).
O Lacasemin, criado em 1989, conta atualmente com a participação de 35 professores, inúmeros deles de renome nacional e internacional, e com pesquisadores que desenvolvem importantes trabalhos na área de Higiene e Segurança do Trabalho. Além disso, também conta com a colaboração de destacados profissionais consultores dessas áreas.
Os cursos e treinamentos são oferecidos no modelo presencial, no modelo EAD (Ensino e Aprendizado à Distância) e na combinação entre os dois, chamado de "modelo híbrido".
No Lacasemin foi desenvolvido o pioneiro software LAV (Laboratório Virtual) para o aprendizado da instrumentação em Higiene Ocupacional.
Piloto
Em dezembro de 2007, o professor Jim Joy ministrou o primeiro piloto de cursos chamados de A4 (nível de diretoria - 16 horas) na Austrália e, em fevereiro de 2008, a USP participou do piloto do curso chamado de A3 (nível de gerência e/ou formação superior - 40 horas) na África do Sul. Além desses dois tipos de cursos, há também um curso chamado de A2 (nível de supervisão - 20 horas) e outro de A1 (demais níveis e funções não cobertos pelo A4, A3 e A2 - 4 horas).
Pelo Lacasemin participaram desse encontro, ocorrido na África do Sul, Sérgio Médici de Eston e Vicente Tucci Filho. O convite ao professor Sérgio foi feito por Bruno Pelli, ex-aluno de graduação, e Juliana Rehfeld, ex-aluna de pós-graduação, que ocupavam cargos na Anglo American associados a esse projeto. Também participou pela empresa Anglo American o funcionário Waldomiro Fernandes Filho.
Nessa oportunidade do curso piloto na África do Sul, ficou decidido que a USP seria a sede dos treinamentos dos cursos A3 para funcionários da Anglo American no Brasil e que outras universidades sediariam os treinamentos em seus respectivos países.
Em junho de 2008 o professor Jim Joy esteve na USP ministrando um curso de A3 para selecionar os instrutores que o representariam nos cursos a serem replicados para as unidades da Anglo American no Brasil. Foram selecionados Alessandra Isabella Martins, Reginaldo Pedreira Lapa, Mario Luiz Fantazzini, Guglielmo Taralli e Sérgio Médici de Eston.
Em novembro de 2008 essa equipe iniciou formalmente a replicação do treinamento A3 para 25 turmas de funcionários com cargos de gerência e/ou de nível superior da empresa Anglo American no Brasil, para cerca de 600 pessoas de diferentes unidades produtivas, tais como São Paulo, Cubatão, Catalão, Niquelândia e Barro Alto. Pouco tempo depois, com a aquisição pela Anglo American de unidades associadas ao minério de ferro, foram incluídas as unidades do Amapá e do chamado "Sistema Minas-Rio".
Autores: Sérgio Médici de Eston, Wilson Siguemasa Iramina, Marco Leandro Arantes, Alessandra Isabella S. Martins e Reginaldo Pedreira Lapa
A sigla G-MIRM representa um projeto denominado Global Minerals Industry Risk Management (Gerenciamento de Risco na Indústria Mineral Global), liderado pelo professor Jim Joy, da Universidade de Queensland (Austrália). Esse projeto envolve diversas universidades do mundo: a Escola de Mineração de Camborne, no Reino Unido; na África do Sul a Universidade de Witwatersrand, a Universidade de Cape Town e a Universidade de Pretória; a Universidade de Utah, nos Estados Unidos; a Universidade Laurentian, no Canadá; a Universidade de São Paulo, no Brasil, e a Universidade Católica del Norte, no Chile. A Universidade de Queensland representa a Austrália.
Os principais propósitos desse projeto são promover uma mudança no gerenciamento de risco nas empresas e questionar e influenciar a maneira que a gerência toma decisões, se comporta, lidera e convive com os riscos.
O projeto G-MIRM é produto de uma parceria iniciada pela empresa de mineração multinacional Anglo American, que reconheceu a necessidade de mudar seu desempenho em segurança. Em função disso, em 2007, a CEO (chief executive officer - diretora executiva) da empresa, Cynthia Carroll, reuniu 120 de seus principais executivos para reexaminar a abordagem de segurança em 2007.
Como consequência dessa reunião, em janeiro de 2008 a Anglo American associou-se ao professor Jim Joy do MISHC (Mineral Industry Safety and Health Centre - Centro de Segurança e Saúde da Indústria Mineral) da Universidade de Queensland para liderar o gerenciamento de risco de segurança. Dessa parceria, foi desenvolvido o conteúdo para o programa de um curso de gerenciamento de risco de segurança na mineração, envolvendo aspectos de treinamento e de educação.
Esses cursos que estão sendo desenvolvidos para a Anglo American são ministrados por grupos selecionados em nove universidades localizadas em sete países, sendo que no Brasil foi selecionada a USP (Universidade de São Paulo). Dentro da USP foi escolhido o Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica - PMI/EPUSP.
Esse Departamento, por meio do Lacasemin (Laboratório de Controle Ambiental, Higiene e Segurança na Mineração), tem destacada atuação nas áreas de Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional da Escola Politécnica, com cursos na graduação, de mestrado e de doutorado. Além disso, também apoia há mais de 12 anos cursos de especialização e treinamentos em Engenharia de Segurança do Trabalho (duração de dois anos, 617 horas) e Higiene Ocupacional (duração de um ano, 360 horas). Esses cursos são oferecidos pelo PECE (Programa de Educação Continuada) da EPUSP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).
O Lacasemin, criado em 1989, conta atualmente com a participação de 35 professores, inúmeros deles de renome nacional e internacional, e com pesquisadores que desenvolvem importantes trabalhos na área de Higiene e Segurança do Trabalho. Além disso, também conta com a colaboração de destacados profissionais consultores dessas áreas.
Os cursos e treinamentos são oferecidos no modelo presencial, no modelo EAD (Ensino e Aprendizado à Distância) e na combinação entre os dois, chamado de "modelo híbrido".
No Lacasemin foi desenvolvido o pioneiro software LAV (Laboratório Virtual) para o aprendizado da instrumentação em Higiene Ocupacional.
Piloto
Em dezembro de 2007, o professor Jim Joy ministrou o primeiro piloto de cursos chamados de A4 (nível de diretoria - 16 horas) na Austrália e, em fevereiro de 2008, a USP participou do piloto do curso chamado de A3 (nível de gerência e/ou formação superior - 40 horas) na África do Sul. Além desses dois tipos de cursos, há também um curso chamado de A2 (nível de supervisão - 20 horas) e outro de A1 (demais níveis e funções não cobertos pelo A4, A3 e A2 - 4 horas).
Pelo Lacasemin participaram desse encontro, ocorrido na África do Sul, Sérgio Médici de Eston e Vicente Tucci Filho. O convite ao professor Sérgio foi feito por Bruno Pelli, ex-aluno de graduação, e Juliana Rehfeld, ex-aluna de pós-graduação, que ocupavam cargos na Anglo American associados a esse projeto. Também participou pela empresa Anglo American o funcionário Waldomiro Fernandes Filho.
Nessa oportunidade do curso piloto na África do Sul, ficou decidido que a USP seria a sede dos treinamentos dos cursos A3 para funcionários da Anglo American no Brasil e que outras universidades sediariam os treinamentos em seus respectivos países.
Em junho de 2008 o professor Jim Joy esteve na USP ministrando um curso de A3 para selecionar os instrutores que o representariam nos cursos a serem replicados para as unidades da Anglo American no Brasil. Foram selecionados Alessandra Isabella Martins, Reginaldo Pedreira Lapa, Mario Luiz Fantazzini, Guglielmo Taralli e Sérgio Médici de Eston.
Em novembro de 2008 essa equipe iniciou formalmente a replicação do treinamento A3 para 25 turmas de funcionários com cargos de gerência e/ou de nível superior da empresa Anglo American no Brasil, para cerca de 600 pessoas de diferentes unidades produtivas, tais como São Paulo, Cubatão, Catalão, Niquelândia e Barro Alto. Pouco tempo depois, com a aquisição pela Anglo American de unidades associadas ao minério de ferro, foram incluídas as unidades do Amapá e do chamado "Sistema Minas-Rio".
Autores: Sérgio Médici de Eston, Wilson Siguemasa Iramina, Marco Leandro Arantes, Alessandra Isabella S. Martins e Reginaldo Pedreira Lapa
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